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Justiça do Trabalho mantém justa causa de empregado que importunou sexualmente colega de trabalho

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Justiça do Trabalho mantém justa causa de empregado que importunou sexualmente colega de trabalho

Respeito no ambiente de trabalho é imprescindível para se obter um local seguro, saudável e apto a realização de atividades laborais. O Se Liga Trabalhador rechaça toda e qualquer forma de assédio ou importunação de cunho moral e sexual, por isso sempre trazemos casos que versam sobre o tema, e demonstram como a justiça trabalhista trata com rigidez os autores de infrações como essa. Dessa vez não é diferente, o Se Liga Trabalhador trouxe um caso noticiado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região que condenou um empregado por importunar sexualmente uma colega de trabalho, e você confere aqui na íntegra.

A Justiça do Trabalho mineira manteve a dispensa por justa causa de um trabalhador que, numa festa de confraternização da empresa, deu tapa(s) nas nádegas de uma empregada de uma empresa parceira da ré. Na visão da juíza titular da 2ª Vara do Trabalho de Betim, a conduta do trabalhador é reprovável e grave o suficiente para ensejar a aplicação da justa causa, nos termos do artigo 482, alínea b, da CLT.

O trabalhador não negou sua conduta e conversa de WhatsApp apresentada pela empresa deixou claro o ocorrido. Ainda que tenha ocorrido em festa de confraternização da empresa e não no horário de trabalho, ainda que tenha ocorrido após ingestão de bebida alcoólica, ainda que o autor tenha sido bom funcionário, não há justificativa para o ato do reclamante, que pode ser, inclusive, enquadrado, em tese, no artigo 215-A do Código Penal (crime de importunação sexual), ressaltou a magistrada na sentença.

A julgadora ainda ponderou que o caso não exige gradação da pena, diante da gravidade do fato. Além disso, acrescentou que houve aplicação imediata da penalidade, tão logo o fato chegou ao conhecimento da ré. Assim sendo, comprovada a falta grave do trabalhador e a proporcionalidade da pena aplicada, a manutenção da justa causa é medida que se impõe, pontuou. Nesse contexto, foi rejeitado o pedido de reversão da justa causa feito pelo trabalhador, assim como de pagamento das verbas devidas pela dispensa injusta (aviso-prévio indenizado, 13º salário sobre o aviso-prévio, férias proporcionais, multa de 40% sobre o FGTS, multa do artigo 477 da CLT, e entrega de guias para saque do FGTS e recebimento de seguro-desemprego). Não houve recurso e a sentença transitou em julgado.

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